sexta-feira, 31 de julho de 2015

Incorporado

Tal mar de peixes se esvazia, parece-me uma gota
Pedaços de terra sobre-saem formando crateras
Não tenho oportunidades, indo atrás de uma e outra
Não encontro a sereia nos mares à solta
Essa se escondera, como eu, de males do mundo
Se escondera em alguma ilha, no mundo seu
Esta está em casa com o coração partido como eu.

Não possuo oportunidades, por quê?
Vejo muitas libélulas, mas nada de borboletas
Passo por uma, mas tal me sobrevoara e saíra
Rira dos meus sonhos, se tornara indigente no fim
Eu me torno a mariposa lilás, voando ao redor da luz
A luz é artificial, infelizmente, consequentemente,
Me atraio por coisas artificiais.

Ao longo da vida, torna-me-ei objeto preto e branco
Sem estar noivo, sem estar junto, sozinho.
Estar-me-ei junto comigo, meu canto
Ou mesmo não preto e branco, com minha luz própria
Me tornarei um vagalume.
Um ser que aparentará estar feliz consigo mesmo
Um ser insalubre, porém salubre para os outros.

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