quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Amor da perdição

Aqueles braços que me envolviam
Apodrecidos, retiravam a essência de mim
Ossos meus transformados em cartilagens
Fáceis de quebrar e mofados no fim
Ao fazer-me sem cores, apodrecia à margens
Com pontas sujas saindo em fases...

Chegara chuva, chegara neblina
Nada à favor de meus pobres galhos
Apenas causara efeitos de morfina
Por minutos melhora; por horas agoniza
Braços da perdição me abraçando
Aquelas na qual decidi, oh escolhas falhas!

Os braços me plantaram raízes fraudulentas
Por dentro de minha árvore, prazeres instantâneos
Mas dores permanentes, diferente de momentâneos
Adorava-a enquanto me agonizava por viroses
Minhas folhas se transformando em necroses
Caindo antes da época, abortando mil feitos.

Os feitos que criei em minha vida desapareceram
Conforme a raiz contaminada me tomava,
Quantidades de cartilagens se somava
Para então formar o líquido do galho leitoso,
Saindo para bom fim da amada que me possuíra;
Mesmo morrendo por ela, eu a amaria...








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