Usávamos aliança de ouro cada um na mão esquerda. Já faziam alguns anos, e tudo ainda era muito claro e vívido. Costumávamos conversar sobre tudo, tanto das partes boas quanto das ruins. Nada fazia mais sentido do que a união que nos permeava e as conquistas que havíamos tido, tanto as pessoais quanto as conjugais. Cada um tinha um carro, cada um tinha um emprego... Cada um tinha suas coisas, mas compartilhava sempre tudo. E tínhamos a nossa casa, pois isso ninguém era mais dono ou menos dono de tal. Era nossa conquista.
Nosso filho era a maior alegria que poderia ter-nos juntado, pois nele enxergávamos a inocência e o contraste do mundo real: a família unida que iria criá-lo e educá-lo junto. Ele estava em boas mãos.
Mas, isso era apenas um sonho. Nada melhor do que sonhar...
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